Tua caminhada ainda não terminou
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.
É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.
Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã
o sinónimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Frase do dia, do mês, do ano !
"Calorias são pequenos animais
Que vivem nos guarda-roupas e que,
Durante a noite,
Apertam as roupas das pessoas."
Vou mandar detetizar meu armário !!!
Que vivem nos guarda-roupas e que,
Durante a noite,
Apertam as roupas das pessoas."
Vou mandar detetizar meu armário !!!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Simplesmente ela
“De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.” - Martha Medeiros -
Como diria Carlos Drummond de Andrade:
“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.” - Martha Medeiros -
Como diria Carlos Drummond de Andrade:
“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A fita métrica do amor
"Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho."
- Martha Medeiros -
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho."
- Martha Medeiros -
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Fragmentações disso.. isso !
Vi hoje uma cena curiosa. Uma menininha chorando e uma moça ao seu lado, pelo visto, parecia ser a mãe, onde pedia para que parasse de bobeira, que engolisse o choro porque é feio que as pessoas vejam que estamos tristes.
É foda, quando me pego relembrando alguns momentos onde no mesmo instante sinto meu peito apertar... como se este sentimento não conseguisse se libertar e acabam permanecendo, desistindo... São estes os pedacinhos que continuaram comigo.
Existem determinados momentos, que fingir que está tudo bem, que estamos felizes não vale muito a pena. Pensando melhor, acredito que é preciso ser sincero em expor o que se sente, independente do que aconteça, do que falem, do que pensem... porque, quem sabe assim permite-se relembrar os fatos sem enganar o coração.
Escrever nos momentos onde me encontro com uma espécie de angustia é algo esquisito. Primeiramente sinto-me realizada por perceber, relendo todas juntas, que reproduzi exatamente como é, porem por estas fluem com uma rapidez enorme, onde termino por sentir incopentente de não finalizá-las, tornando-se indecifrável para quem lê, mais precisamente para quem gostaria que entendesse.
É foda, quando me pego relembrando alguns momentos onde no mesmo instante sinto meu peito apertar... como se este sentimento não conseguisse se libertar e acabam permanecendo, desistindo... São estes os pedacinhos que continuaram comigo.
Existem determinados momentos, que fingir que está tudo bem, que estamos felizes não vale muito a pena. Pensando melhor, acredito que é preciso ser sincero em expor o que se sente, independente do que aconteça, do que falem, do que pensem... porque, quem sabe assim permite-se relembrar os fatos sem enganar o coração.
Escrever nos momentos onde me encontro com uma espécie de angustia é algo esquisito. Primeiramente sinto-me realizada por perceber, relendo todas juntas, que reproduzi exatamente como é, porem por estas fluem com uma rapidez enorme, onde termino por sentir incopentente de não finalizá-las, tornando-se indecifrável para quem lê, mais precisamente para quem gostaria que entendesse.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Perdas e ganhos
“Nesse curso entendi que a vida não tece apenas uma teia de perdas mas nos proporciona uma sucessão de ganhos.
O equilíbrio da balança depende muito do que soubermos e quisermos enxergar.”
“ainda estou buscando ‘o tom’ certo”
“Em meios-tons melancólicos, em tons mais claros, com pressa e superficialidade ou alternando alegria e prazer com momentos profundos e reflexivos.
Apenas correndo pela superfície ou de vez em quando mergulhando em águas profundas.
Distraídos pelo barulho em torno ou escutando as vozes nas pausas e nos silêncio – a nossa voz, a voz do outro.
Nosso tom será o de suspeita e desconfiança ou serão varandas abrindo para a paisagem além de qualquer limite?
Parte disso depende de nós.
No instrumento de nossa orquestra somos – junto com fatalidades, genética e acaso – os afinadores e os artistas. Somos, antes disso, construtores de nosso instrumento. O que torna a lida mais difícil, porém muito mais instigante.”
“digo que somos importantes, e bons capazes, mas também digo que somos tantas vezes fúteis, que somos medíocres demasiadas vezes. Digo que poderíamos ser muito mais felizes do que geralmente nos permitimos ser, mas temos medo dos pecos a pagar. Somos covardes.”
“sou dos que acreditam que a felicidade é possível, que o amor é possível, que não existe só desencontros e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza.
Penso que no curso de nossa existência precisamos aprender essa desacreditada coisa chamada ‘ser feliz’. (vejo sobrancelhas arqueando-se ironicamente diante dessa minha romântica afirmação.)
Cada um em seu caminho e com suas singularidades.”
“Na arte como as relações humanas, que incluem os diversos laços amorosos, nadamos contra a correnteza. Tentamos o impossível: a fusão total não existe, o partilhamento completo é inexeqüível. O essencial nem pode ser compartilhando: é descoberta e susto, glória ou danação de cada um – solidariedade.
Porém numa conversa ou num silêncio, num olhar, num gesto de amor como numa obra de arte, pode-se abrir uma fresta. Espiarão junto, artistas e seu espectador ou seu leitor – como dois amantes.
E assim vai rasgando joelho e mãos, a gente afinal vai.”
“Sou uma mulher do meu tempo, e dele quero dar testemunho do jeito que posso”
“Lamentando a palavra na hora errada e o silêncio que teria sido melhor falar.”
“Somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia ou acomodação, nossa esperança e fraternidade ou nossa desconfiança. Sobretudo, devemos resolver como empregamos e saboreamos nosso tempo, que é afinal sempre o tempo presente.
Mas somos inocentes das fatalidades e dos acasos brutais que nos roubam amores, pessoas, saúde, emprego, segurança, ideais.
De modo que minha perspectiva do ser humano, de mim mesma, é tão contraditório quanto, instigantemente, somos.
Sos transição, somos processo. E isso nos perturba.
O fluxo de dias e anos, décadas, serve para crescer e acumular, não só perdee limitar. Dessa perspectiva nos tornaremos senhores, não servos. Pessoas, não pequenos animais atordoados que correm sem saber ao certo por quê.”
Lya Luft
O equilíbrio da balança depende muito do que soubermos e quisermos enxergar.”
“ainda estou buscando ‘o tom’ certo”
“Em meios-tons melancólicos, em tons mais claros, com pressa e superficialidade ou alternando alegria e prazer com momentos profundos e reflexivos.
Apenas correndo pela superfície ou de vez em quando mergulhando em águas profundas.
Distraídos pelo barulho em torno ou escutando as vozes nas pausas e nos silêncio – a nossa voz, a voz do outro.
Nosso tom será o de suspeita e desconfiança ou serão varandas abrindo para a paisagem além de qualquer limite?
Parte disso depende de nós.
No instrumento de nossa orquestra somos – junto com fatalidades, genética e acaso – os afinadores e os artistas. Somos, antes disso, construtores de nosso instrumento. O que torna a lida mais difícil, porém muito mais instigante.”
“digo que somos importantes, e bons capazes, mas também digo que somos tantas vezes fúteis, que somos medíocres demasiadas vezes. Digo que poderíamos ser muito mais felizes do que geralmente nos permitimos ser, mas temos medo dos pecos a pagar. Somos covardes.”
“sou dos que acreditam que a felicidade é possível, que o amor é possível, que não existe só desencontros e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza.
Penso que no curso de nossa existência precisamos aprender essa desacreditada coisa chamada ‘ser feliz’. (vejo sobrancelhas arqueando-se ironicamente diante dessa minha romântica afirmação.)
Cada um em seu caminho e com suas singularidades.”
“Na arte como as relações humanas, que incluem os diversos laços amorosos, nadamos contra a correnteza. Tentamos o impossível: a fusão total não existe, o partilhamento completo é inexeqüível. O essencial nem pode ser compartilhando: é descoberta e susto, glória ou danação de cada um – solidariedade.
Porém numa conversa ou num silêncio, num olhar, num gesto de amor como numa obra de arte, pode-se abrir uma fresta. Espiarão junto, artistas e seu espectador ou seu leitor – como dois amantes.
E assim vai rasgando joelho e mãos, a gente afinal vai.”
“Sou uma mulher do meu tempo, e dele quero dar testemunho do jeito que posso”
“Lamentando a palavra na hora errada e o silêncio que teria sido melhor falar.”
“Somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia ou acomodação, nossa esperança e fraternidade ou nossa desconfiança. Sobretudo, devemos resolver como empregamos e saboreamos nosso tempo, que é afinal sempre o tempo presente.
Mas somos inocentes das fatalidades e dos acasos brutais que nos roubam amores, pessoas, saúde, emprego, segurança, ideais.
De modo que minha perspectiva do ser humano, de mim mesma, é tão contraditório quanto, instigantemente, somos.
Sos transição, somos processo. E isso nos perturba.
O fluxo de dias e anos, décadas, serve para crescer e acumular, não só perdee limitar. Dessa perspectiva nos tornaremos senhores, não servos. Pessoas, não pequenos animais atordoados que correm sem saber ao certo por quê.”
Lya Luft
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Cresça e divirta-se
"Um dos sintomas do amadurecimento é justamente o resgate da nossa jovialidade, só que não a jovialidade do corpo, que isso só se consegue até certo ponto, mas a jovialidade do espírito, tão mais prioritária. Você é adulto mesmo? Então pare de reclamar, pare de buscar o impossível, pare de exigir perfeição de si mesmo, pare de querer encontrar lógica pra tudo, pare de contabilizar prós e contras, pare de julgar os outros, pare de tentar manter sua vida sob rido controle. Simplesmente, divirta-se.
Não que seja fácil. Enquanto um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, a leveza de espírito requer justamente o contrário: a libertação das correntes. A aventura do não-domínio. Permitir-se o erro. Não se sacrificar em demasia, já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular. É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerados, afinal, quem quer cruzar a linha de chegada? Mil vezes curtir a travessia.
(...)
Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência.”
Martha Medeiros
Não que seja fácil. Enquanto um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, a leveza de espírito requer justamente o contrário: a libertação das correntes. A aventura do não-domínio. Permitir-se o erro. Não se sacrificar em demasia, já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada espetacular. É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerados, afinal, quem quer cruzar a linha de chegada? Mil vezes curtir a travessia.
(...)
Amadurecer talvez seja descobrir que sofrer algumas perdas é inevitável, mas que não precisamos nos agarrar à dor para justificar nossa existência.”
Martha Medeiros
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